A investigação sobre ciberjornalismo de proximidade em Trás-os-Montes foi uma das três teses destacadas pelo júri da SOPCOM, entre 17 candidaturas, na edição de 2026 do prémio.

A tese de doutoramento de Susana Ferrador, membro do ObCiber – Observatório do Ciberjornalismo, foi distinguida pela SOPCOM – Associação Portuguesa de Ciências da Comunicação no âmbito da 4.ª edição do Prémio Paquete de Oliveira. Intitulado “Ciberjornalismo de proximidade: mapeamento e análise dos media online transmontanos”, o trabalho foi defendido a 25 de novembro de 2025 na Universidade do Porto.

O júri distinguiu a tese juntamente com a de Sara Filipa Monteiro Machado, num concurso que teve como vencedora a tese de Bianca Persici Toniolo. A edição deste ano recebeu 17 candidaturas.

De âmbito nacional e periodicidade bienal, o Prémio Paquete de Oliveira reconhece a excelência da investigação científica em Ciências da Comunicação. A edição de 2026 esteve aberta a teses de doutoramento defendidas entre 2023 e 2025.

A investigação de Susana Ferrador resulta de vários anos de trabalho dedicados à identificação, caracterização e análise dos meios de comunicação social digitais de Trás-os-Montes. O estudo procurou compreender como se pratica o jornalismo de proximidade neste território, que desafios enfrentam os seus profissionais e qual o papel destes meios na informação e na vida das comunidades locais.

Para a autora, a distinção tem um significado que vai além do reconhecimento pessoal. “Ver este trabalho reconhecido pela comunidade científica é, naturalmente, especial”, afirma, sublinhando que o prémio valoriza também “a importância de estudar o jornalismo que se faz fora dos grandes centros urbanos e de dar visibilidade a territórios e realidades mediáticas que nem sempre recebem a atenção que merecem”.

A tese foi orientada por Fernando Zamith e Pedro Jerónimo, também membros do ObCiber.

O anúncio oficial está disponível no site da SOPCOM.